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Vitória industrial

Município da Zona da Mata pernambucana tem desenvolvimento econômico reforçado com a instalação de plantas industriais
Camila Cassimiro, gerente de RH da Mondelez, esclarece que 90% dos funcionários da empresa são de Vitória de Santo Antão Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

O município de Vitória de Santo Antão está passando por um processo de industrialização. Por lá, estão instalados, ou em instalação, grandes indústrias, gerando uma mudança na matriz econômica do município. A história industrial da cidade começou em 1938, quando a Pitú iniciou a produção no local. Recentemente, outros grandes grupos se instalaram. BRF Foods, Mondelez, Roca, Metalfrio, Arxo e Fante são algumas das empresas que escolheram o destino para expandir a produção no país. 

A analista de Recursos Humanos, Carla Montenegro, acompanhou de perto a chegada da Mondelez à cidade. Na época, ela trabalhava na prefeitura do município e recolhia os currículos dos interessados em trabalhar na unidade. "Apenas na primeira etapa recebemos cinco mil currículos. O meu estava entre eles, mas não fui chamada para o processo seletivo", contou. Após um tempo, ela foi convidada para  integrar a equipe de uma terceirizada da indústria. "Passei oito meses por lá até que me chamaram para a fábrica, que era o que eu queria", ressalta. 

De acordo com a gerente de RH da Mondelez, Camila Cassimiro, hoje a unidade conta com 1.222 funcionários. Deste total, 90% são do município. A empresa oferece um programa próprio de capacitação. A chamada Universidade de Alimentos Mondelez (UAL) já formou 1.500 profissionais. "O curso é oferecido em torno de boas práticas de manufatura. O treinamento é oferecido para a população local e para moradores de municípios vizinhos", afirmou Camila.

A empresa também lançou a Universidade de Alimentos Técnica (UAL Tech). Neste caso, o objetivo é formar os funcionários em nível técnico. "Os cursos duram entre quatro e cinco meses. Nós lançamos um edital e os funcionários interessados se inscrevem e participam de um processo seletivo", explicou Camila. 

Leia a matéria completa na versão impressa do Diario de Pernambuco ver link

A resistência de uma pequena cidade de Pernambuco

Professora, telegrafista e até o delegado de Vitória de Santo Antão entraram na lista de 21 acusados de subversão

Leonencio Nossa ENVIADO ESPECIAL / VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

A professora foi para a rua liderar o levante contra o golpe. Os trabalhadores da estrada de ferro cruzaram os braços. O telegrafista disse para os primeiros soldados com carabinas nas mãos que não tinha condições de mandar mensagens. O delegado não aceitou as ordens do Exército. Diante da agitação, o comércio fechou as portas. A rádio AM foi tomada por defensores do presidente João Goulart e, pelo microfone, conclamou os ouvintes a resistir. O sindicalista resistiu e foi fuzilado num canavial. O corpo dele virou repasto de aves de rapina. Os militares forjaram um suicídio que indignou a família.


Festa militar em Vitória de Santo Antão, em 1974: resistência foi sufocada por Exército e polícia - Acervo Municipal - 3/8/1974



A crônica com tintas surreais dos primeiros dias de abril de 1964 em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, na época com 30 mil moradores - hoje sua população passa de 100 mil -, mostra que, na história do Brasil contada a partir do interior, o povo não assistiu, mais uma vez, bestializado, e os generais não esperaram o AI-5, quatro anos depois, para dar início à barbárie.
Festa militar em Vitória de Santo Antão, em 1974: resistência foi sufocada por Exército e polícia

O delegado Edvaldo Rodrigues Cavalcanti entrou na lista de 21 acusados de subversão que teriam resistido ao golpe na cidade da Zona da Mata pernambucana. Foi expulso da Polícia Militar. Documento do Conselho Especial de Justiça do Exército, de dezembro de 1969, obtido pelo Estado, destaca que o ex-tenente "procurou sublevar o destacamento policial e até camponeses adestrados para uma reação ao movimento revolucionário". Esse personagem desconhecido afirmou, em sua defesa, que tinha orgulho por jamais permitir que senhores de engenho colocassem as mãos em seu ombro e dissessem: "Meu delegado".


A paraibana Maria Celeste Vidal Bastos, na época com 37 anos, e o sindicalista pernambucano Luiz Serafim de Santana, 36, foram outros líderes do levante contra o golpe citados no documento. Na manhã do dia 1o de abril, eles convocaram trabalhadores dos engenhos para o levante. Centenas deles foram para a cidade com foices, enxadas e paus. Eles ocuparam a Rádio Jurema. O comerciante José Lyra, 87 anos, lembra da passeata com pessoas erguendo varas com ossos amarrados para reclamar dos mortos nos canaviais. "O Exército e a polícia apareceram. Foi um Deus nos acuda", relata.

Morte. Chegou à cidade a notícia de que o corpo do sindicalista Albertino José de Oliveira já estava em estado de putrefação na mata. A Secretaria de Segurança Pública disse que o sindicalista morreu envenenado. A professora foi capturada num engenho próximo e levada para o Recife, onde ficou presa por mais de três anos. Sofreu choques elétricos. Para o ex-telegrafista José Andrade de Oliveira, Maria Celeste era a grande líder da resistência na cidade. "Cortava o cabelo bem curtinho para protestar."

Com o acirramento das disputas entre senhores de engenho e o grupo de Maria Celeste, a Igreja Católica, meses antes do golpe militar, afastou o padre Manoel Monteiro Neto, vigário da paróquia desde 1958. Ele estava envolvido no movimento camponês. Entrou no lugar dele o padre Renato da Cunha Cavalcanti, filho de senhor de engenho. Hoje com 82 anos, padre Renato permanece na paróquia de Vitória de Santo Antão e se recusa a entrar em divergências. Em entrevista ao Estado, reclama da primeira pergunta sobre "o dia do golpe". "Já começou mal a entrevista. Uns dizem que foi revolução", adverte. "O padre Manoel Monteiro Neto estava no meio das Ligas Camponesas. Por isso, o bispo me mandou para cá."

Maria Celeste e Luiz Serafim decidiram fugir na noite de 2 de abril. Na manhã do dia 4, Vitória de Santo Antão estava cercada pelos militares. O levante contra o golpe durou 36 horas. A ditadura mataria em outras cidades da região da cana seis lideranças rurais ao longo de 1964. Não se sabe o número de trabalhadores mortos no período na área pela rede de repressão. "Essas mortes foram praticadas muitas vezes por milícias de policiais à paisana, e comandadas por usineiros", destaca Amparo Araújo, secretária de Direitos Humanos do Recife.

Em 21 anos de regime, o Exército só faria operações de guerra na zona rural, como as ações contra a guerrilha do Araguaia, o Movimento de Libertação Popular (Molipo) e a operação Pajuçara, de caça ao capitão Carlos Lamarca. Era no campo que o regime manteria os mais influentes agentes do Centro de Informação do Exército, motor da repressão. As polícias se encarregariam, geralmente, de controlar as guerrilhas urbanas. 


Estudantes foram primeiros mortos no recife.

Uma das primeiras vítimas da ditadura militar era de uma família de homens que, ao longo do século, oscilaram entre a militância política e o quartel. O estudante pernambucano Ivan Rocha Aguiar, 21 anos, atingido por tiros na esquina da Avenida Dantas Barreto com a Rua Marquês do Recife, era neto de um chefe político que, nos anos 1920, espalhava cópias do Manifesto Comunista, e filho de um ex-sargento do Exército que combateu revoltosos paulistas em 1932.

Naquele 1o de abril de 1964, Recife amanheceu com tropas do Exército nas ruas. Ivan saiu cedo de casa para participar de uma passeata de apoio ao governador Miguel Arraes, que estava cercado no Palácio do Campo das Princesas. Um irmão, o soldado Danúbio, 20 anos, ficou preocupado e foi atrás de Ivan. Encontrou-o perto da Praça da Independência. Eram 16 horas. "Não vai aí na frente, não, porque a turma está muito agitada e o Exército pode atacar", advertiu Danúbio. "Não vou deixar os companheiros", respondeu Ivan, que pegou uma bandeira de um colega e seguiu para a praça.

Minutos depois, a 300 metros, começaram os tiros. Estudantes só tinham cocos e pedras nas mãos. "Uma tropa atirou com metralhadoras", lembra Danúbio, que não viu mais o irmão. Horas depois, soube que dois estudantes tinham sido baleados. Um deles era Jonas José de Albuquerque e o outro, Ivan. "Havia ali polícia e Exército, não sei de onde partiram os tiros." Segundo testemunhas, um colega de Ivan tentou socorrê-lo. "Não aguento, Florêncio, estou cansado", teria dito Ivan. O amigo correu. Uma viatura estacionou. "Disseram-me que ele estava ainda com vida quando entrou no camburão", afirma Danúbio.

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Eduardo, Marina e os ''filhos da esperança

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Dez minutos em cadeia nacional para se colocar como motor da mudança que o Brasil precisa. O programa veiculado na noite de ontem com o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), lado a lado com a ex-senadora Marina Silva (PSB), apresentou ao País a parceria dos autoproclamados "filhos da esperança". O cartão de visitas definitivo, com todos os contornos de guia eleitoral, para quem ainda não conhecia o Eduardo "marinado". "O povo brasileiro quer mudar, só não sabe que estamos juntos para fazer essa mudança", anunciou o governador.
Apesar de criticar os candidatos que se apresentam como "salvadores da Pátria" e "donos da verdade", a dupla garantiu ser capaz de ajudar a "limpar o Brasil". Os ataques duros feitos em palanques no interior pernambucano e em encontros com empresários do Sudeste e Sul, alçaram voo nacional. Críticas à política energética, inflação, à condução da Petrobras, ao "desmanche" das conquistas sociais e econômicas dos governos anteriores e, principalmente, à gestão Dilma Rousseff que "não sabe ouvir". "E governo que não ouve, dá as costas ao povo", arrematou Eduardo.
Todo em preto e branco, o vídeo é diferente do primeiro veiculado pelo socialista, em que Eduardo Campos se apresentava, lembrando seu avô Miguel Arraes e os cargos que ocupou, inclusive no governo Lula. O foco na inserção partidária de ontem foi adiante ao mostrar a parceria, defendendo uma "nova política", que será feita em um "tablado" e não em um "palanque". O jeito que encontraram para dizer que ouvirão as "vozes das ruas".
O programa blindou as gestões de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula, mas não poupou bordoadas à Dilma Rousseff. "Ela poderia ter feito o que se comprometeu, seguir melhorando e não desmanchar o que estava feito". Aparou ainda arestas ideológicas dos dois interlocutores. Marina defendeu a importância econômica do agronegócio para o País. E Eduardo atacou importação de óleo diesel para abastecer termoelétricas, enaltecendo o uso de energias renováveis.
VEJA A ÍNTEGRA DO PROGRAMA PSB-REDE:



OUTRAS CRÍTICAS - Ontem, na cerimônia de repúdio aos 50 anos do golpe, celebrada no Instituto Miguel Arraes, o governador repercutiu a entrevista que FHC deu ao colunista Luís Nassif no início da semana, comparando o atual momento político com o clima de 1964. Enfatizando não acreditar nos riscos de um novo golpe, ele destacou que o País passa por uma situação de crise. "Existe, hoje, mais do que uma crise macroeconômica. É uma crise de confiança, de expectativa. A sociedade e o mercado não estão conseguindo perceber para onde estamos indo, qual é o plano de voo", declarou. ver link

Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down é comemorado nesta sexta-feira

Data criada pela Organização das Nações Unidas é um reforço à inclusão e integração



Formada em gastronomia, Beatriz diz que enfrentou preconceitos, mas que superou todos os desafios
O preconceito e a falta de esclarecimento ainda não foram totalmente superados em relação aos portadores da Síndrome de Down. Mas aos poucos, esse cenário vem sendo substituído. E a família é a principal protagonista desse processo de inclusão. A criação de grupos para troca de experiências e afirmação das inúmeras conquistas, ao longo do caminho, são cada vez mais comuns. No bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, pais e mães de crianças com Down reúnem-se diariamente na Associação Novo Rumo, para conversar e estimular seus filhos na prática de atividades diversas. Unânimes, confirmam que a adoção de atitudes como dedicação, informação, cuidados médicos específicos e, sobretudo, amor, foi capaz de gerar resultados que mudaram suas vidas. Agindo assim, reforçam a proposta do Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, celebrado hoje. Uma data que busca afastar a ignorância - que vitimou os portadores durante séculos - e difundir o conhecimento sobre essa condição genética, promovendo o respeito e uma verdadeira integração dessas pessoas na sociedade.

"No início, a falta de conhecimento sobre o assunto chegou a me levar ao pleno desespero. Com o passar do tempo, entendi que estava recebendo uma importante missão, capaz de me transformar em uma pessoa melhor", revelou a funcionária pública Eliane Raposo, de 43 anos, mãe do pequeno Gabriel, de 2. Ela é uma das dezenas de mães que frequentam a Associação Novo Rumo. O espaço oferece atendimento médico, pedagógico e social, além de muitas atividades de lazer. "Eu sou apaixonada pela arte e, se pudesse, estaria aqui todos os dias", revelou, ofegante, Letícia, de 12 anos, enquanto jogava Capoeira. Na animada roda, meninos e meninas saltavam e entoavam cantigas, espantando qualquer sinal de limitação. "Ela melhorou significativamente. Está mais solta e independente", revelou a sua mãe, Fátima Gomes, 53, que não parava de aplaudi-la.

Marina Mahmood/Folha de Pernambuco
Na Novo Rumo, atividades para o desenvolvimento
Criada em 2006, a data é um compromisso internacional assumido através de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, de acordo como Ministério da Saúde, a cada 700 nascimentos, uma criança tem Down. Atualmente, estima-se que existam cerca de 300 mil pessoas com a síndrome, nas diversas regiões do País. E que a cada dia demonstram que podem superar dificuldades. "Eu enfrentei muito preconceito, mas consegui vencer todos os desafios, provando que sou capaz", afirma a jovem Beatriz Machado, de 26 anos, referindo-se aos percalços que enfrentou para conseguir realizar o sonho de se formar em gastronomia em uma universidade. "Não existe barreiras quando se está determinada, hoje posso ensinar o que aprendi para meninos e meninas iguais a mim", falou emocionada. No fogo, uma fornada de cupcakes fazia o aroma se alastrar por toda a casa, tornando a oficina de culinária uma das mais disputadas da Associação.

    "Para eles, ser feliz pode significar muitas coisas, como ir à escola, viajar, tocar uma música, ganhar seu próprio dinheiro ou, simplesmente, admirar o universo ao redor. É preciso acompanhar o crescimento como um todo. Os parentes e amigos devem estar juntos e acreditarem. A receita é baseada no amor", afirmou a médica geneticista Paula Arruda, que há mais de dez anos iniciou o projeto. Ela destaca que a expectativa de vida para este público foi bastante ampliada, atingindo cerca de 70 anos.

    Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de DownCrédito: Marina Mahmood

    Em salas coloridas, com espelhos, computadores e muitos brinquedos, os profissionais se revezam para atender a um público bastante especial. "Nosso trabalho inclui a estimulação precoce, a partir dos primeiros meses de vida. Damos atenção ao desenvolvimento da linguagem e fala, além do avanço cognitivo e psicomotor", explicou a fonoaudióloga Sandra Ramos. Já a terapeuta ocupacional, Fátima Francisco, destaca que as ações podem ser usadas para tratar a falta de força muscular e trazer melhora nas habilidades. "Realizamos um avaliação constante, evitando possíveis atrasos", pontuou. Apesar do grande avanço na área, promovendo mais qualidade de vida para quem tem a síndrome e todo o seu círculo familiar, muitos fatores ainda representam um entrave, afligindo a muitos pais. "Conseguir uma escola foi uma grande peleja. Algumas recusaram a matrícula e outras chegavam a cobrar duas mensalidades para aceitá-la. É um absurdo!", criticou a estudante Danielli Cristina, de 26 anos, enquanto brinca com a filha Maria Luísa, de 4. "Hoje podemos comemorar muitas vitórias, mas precisamos estar juntos para vencer todas as outras", concluiu.ver link

     


    Concurso do IFPE terá 169 vagas

    Edital está previsto para a próxima semana, com chances para candidatos de níveis médio e superior

    Foto: DivulgaçãoO Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) divulgou na noite desta sexta-feira (21/03) que na próxima semana lançará edital de seu novo concurso público. Serão 169 vagas de níveis médio e superior.

    São 34 oportunidades para 18 cargos técnicos, que exigem nível médio; e 135 para professores de 45 áreas, com nível superior. Os aprovados serão distribuídos nos 16 campi da instituição - sete na Região Metropolitana do Recife e nove no interior.

    As inscrições estão previstas para serem abertas entre os dias 31 deste mês e 11 de abril. As provas escritas deverão ser realizadas em 18 de maio.

    ver link

    CBTU abre concurso com 178 vagas para o Recife

     / Foto: Clemilson Campos/Acervo JC ImagemA Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) divulgou na manhã desta segunda-feira o edital do concurso público para formação de cadastro de reserva e 525 vagas efetivas de níveis médio, técnico e superior. Dentre elas, 178 são para atuação no Recife, sendo 166 de livre concorrência e 12 reservada a pessoas com deficiência.

    Entre os cargos estão assistente operacional, assistente de manutenção, técnico de gestão, técnico industrial, médico do trabalho e analista de gestão (nível superior para diversas especialidades, como arquitetira, engenharia, biblioteconomia, estatística, comunicação social e tecnologia da informação). 

    Os salários vão de R$ 1.718,09 a R$ 5.393,72. As inscrições começam no dia 20 deste mês e seguem até o dia 22 de abril, no site da Consulplan, organizadora do certame. 

    Clique aqui para ler o edital.ver link

    Homenagem a amigos escritores de Vitória de Santo Antão.


    Nestor de Holanda

    Nestor de Holanda (Nestor de Hollanda Cavalcanti Neto) nasceu a 1º de dezembro de 1921, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Seu pai, Nestor de Hollanda Cavalcanti Filho, era farmacêutico. Sua mãe, Maria de Lourdes Galhardo de Hollanda Cavalcanti, era médica, filha de Estevão Galhardo, calabrês, e de Joana de Queiroz Galhardo, napolitana.


    O pai de Nestor de Holanda contava, apenas, 22 anos de idade, quando faleceu, deixando o filho com 2 anos de idade. Sua mãe, apesar dos 20 anos incompletos, já estava diplomada pela Escola Normal, pelo Conservatório de Música (piano e bandolim) e em pintura e datilografia, numa época em que raramente se encontrava alguém que escrevesse à máquina. Viúva tão cedo, continuou residindo com os sogros, o farmacêutico Nestor de Hollanda Cavalcanti e dona Matilde de Aragão Rabelo de Hollanda Cavalcanti, mas passou a trabalhar para criar os filhos Nestor e Nelby, esta com apenas seis meses de nascida.
    Conseguiu cadeira de professora no Grupo Escolar de Vitória de Santo Antão e passou a lecionar, particularmente, inclusive pintura e música. Durante cinco anos, assim viveu. Em 1929, transferiu-se, com os filhos, para o Recife, pois conseguira trocar a cadeira de professora por um cargo na Repartição Estadual do Algodão, e que era de sua propriedade, na rua do Sossego, 235, exatamente a casa que, mais tarde inspirou Nestor de Holanda para escrever o romance Sossego, Rua da Revolução.
    Em 1931, Lourdes Galhardo ingressou na Faculdade de Medicina do Recife. Em 36, obteve diploma, tendo sido a laureada de sua turma, e exerceu a medicina até morrer, 1955, no Rio de Janeiro. E é curioso registrar que foi ela a primeira mulher que tirou carteira de motorista em Pernambuco, em 1925, tendo sido forçada a impetrar mandado de segurança para isso - e, em conseqüência, a Inspetoria de Trânsito lhe concedeu carteira, mas de profissional...
    A tia paterna de Nestor de Holanda foi outra mulher admirável: Martha de Holanda, casada com o poeta Teixeira de Albuquerque. Estreou nas letras, em 1930, com o Delírio do Nada, apresentado por Alberto de Oliveira, Coelho Neto, João Ribeiro, Júlio Pires, Oscar Brandão e João Barreto de Menezes. Fundou a Liga Feminista Brasileira, foi revolucionária em 30 e a primeira mulher eleitora e candidata a deputado no Brasil, isto devido, igualmente, a mandado de segurança que foi obrigada a impretar.
    Nestor de Holanda fez seus estudos no Recife. Cedo, muito cedo mesmo, ingressou no jornalismo. Ainda no ginásio, dirigiu o semanário A Fama, que acabou preso e proibido por motivos políticos. Sua primeira função: aprendiz de suplente de revisor. E trabalhou na Gazeta do Recife, Jornal Pequeno, Jornal do Comércio e Diário da Manhã.
    Aos 17 anos, fez parte de um grupo de jovens que se iniciavam na imprensa e nas letras. O grupo fundou a editora Geração, através da qual Nestor publicou livro de poemas, Fontes Luminosas, que considera, hoje, "uma brincadeira de criança". Faziam parte de Geração: Guerra de Holanda, Paulo Cavalcanti, Mário Souto Mayor, Sousa Leão Neto, Raul Teixeira, Aristóteles Soares, Dagoberto Pires e outros. E, ainda na mesma época, participou de concurso de peças para operários, promovido pelo Governo do Estado, mas seu trabalho foi preso e proibido. Tinha o título Mais tem Deus... A censura policial deu fim aos originais...
    Contando com o estímulo de Valdemar de Oliveira, o grande realizador do teatro pernambucano, Nestor escreveu a comédia-histórica Nassau, que obteve êxito marcante, inclusive através da Rádio Clube de Pernambuco, quando transmitida por iniciativa de Luiz Maranhão. E produziu várias outras comédias.
    Também na música popular, em diversas ocasiões marcou tentos no famoso carnaval pernambucano, destacando-se os frevos-canções Fala, Pierrô, com Levino Ferreira, Barafunda, com Ernani Reis, O Frevo é Assim, com Nelson Ferreira, e Não deixe a minha companhia, com João Valença, um dos Irmãos Valença, autores de Teu cabelo não nega, marcha adaptada por Lamartine Babo para o carnaval carioca.
    Assim viveu Nestor de Holanda, até os 19 anos de idade, no Recife e em Olinda. Nesta cidade, conviveu com os jangadeiros da Z-4 e teve jangada na qual empreendeu longas pescarias de alto mar, o que lhe valeu a experiência aproveitada para escrever o romance Jangadeiros, traduzido em vários países, porque é, sem favor, o maior documentário sobre a tosca embarcação de pesca do Nordeste.
    Em 1941, veio para o Rio de Janeiro, em busca de horizontes mais largos. Foi redator de A Cena Muda, Revista da Semana, Brasilidade, Vida, Deca, e das rádios Vera Cruz, Transmissora e Educadora. Convocado para o Exército, esteve em operações de guerra e chegou a sargento. Ganhou aí o apelido de "Sargento Iolando" (por que os recrutas confundiam seu "Holanda" com o cigarro Iolanda 500) e o apelido foi usado, durante toda sua vida, de modo jocoso, pelo próprio escritor.
    Voltou à vida civil, depois da Guerra. Reiniciou, então, suas atividades intelectuais. Trabalhou em diversos jornais: Folha Carioca, Democracia, O Imparcial, A Noite, Folha do Rio, Shopping News, Diário Carioca, Última Hora e Diário de Notícias, como repórter, crítico de rádio e depois de televisão, e colunista (mantendo crônica diária), tendo sido também secretário de redação (hoje seria editor-chefe) em vários desses jornais; nas revistas: Manchete, A Noite Ilustrada, Carioca, como colaborador; nas estações de rádio: Clube Fluminense, Cruzeiro do Sul, Clube do Brasil, Globo, Nacional e Ministério da Educação e Cultura - Rádio MEC, como produtor de diversos programas e nas equipes de jornalismo; nas emissoras de televisão: Continental, Excelsior, Rio, onde foi redator e diretor de relações públicas (hoje seria diretor de marketing).
    Trabalhou também em diversas agências de publicidade, sendo que na primeira, Sidney Ross, teve como companheiros Giuseppe Ghiaroni, Fernando Lobo, dentre outros, e criou "slogans" que são lembrados até hoje, como "Se a marca é Cica, bons produtos indica".
    Escreveu muito para teatro, desde revistas como A Bomba da Paz, Está em Todas, TV para Crer e Terra do Samba, a comédias como Um Homem Mau e A Bruxa.

    Produziu mais de uma centena de composições populares, como Quem Foi?, Seu Nome Não é Maria, Xém-ém-ém (que figurou na trilha sonora de um filme de Walt Disney), Periquito da Madame, Balance eu, Último Beijo, Frevo é Assim, Muito Agradecido, Eu Sei que Ele Chora, Meu Mundo é Você, Vou Procurar Outro Bem, e fez parcerias com Abelardo Barbosa, Amirton Valim, Ary Barroso, Braga Filho, Carvalhinho, Del Loro, Dilu Melo, Elpídio Pereira, Ernani Reis, Fernando Lobo, Geraldo Medeiros, Gomes Filho, Guio de Morares, Haroldo Lobo, Helio Guimarães, Ismael Netto, João Valença, Jorge Gonçalves, Jorge Tavares, Levino Ferreira, Lucio Alves, Luiz Bandeira, Luiz Gonzaga, Manezinho Araújo, Moacyr Silva, Moreira da Silva, Nelson Ferreira, Paulo Soledade, Valzinho, Waldemar Henrique e outros musicistas que deixaram saudades.
    Foi um dos fundadores da SBACEM, era fundador da SADEMBRA (Entidades arrecadadoras de direitos autorais em música) e filiado à Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT e à Associação Brasileira de Imprensa - ABI, sendo que fez parte do conselho dessas sociedades e também do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som – MIS, dirigido, na época, por Ricardo Cravo Albin.
    Graças a seu estilo leve, bem-humorado, de marcante penetração popular, Nestor de Holanda figurou entre os escritores que mais venderam no Brasil, e esteve entre os mais traduzidos. Livros seus, como Diálogo Brasil-URSS, O Mundo Vermelho, Sossego, Rua da Revolução, Jangadeiros, A Ignorância ao Alcance de Todos, Itinerário da Paisagem Carioca, Telhado de Vidro, Memórias do Café Nice e outros figuraram entre os recordistas de venda, alguns com edições sucessivas, sendo que Itinerário da Paisagem Carioca lhe rendeu o título de Cidadão Carioca, por decisão da Assembléia Legislativa do então Estado da Guanabara.
    Nestor de Holanda era casado, desde 1947, com dona Kezia Alves de Hollanda Cavalcanti. E o casal teve dois filhos, Nestor (o compositor Nestor de Hollanda Cavalcanti), e Maria Marta Britt. Estes geraram quatro netas: Beatriz, filha de Nestor; Nathalia, Camilla e Sabrina, filhas de Maria Marta; e um bisneto, Davi, filho de Nathalia.
    Eis, portanto, em rápidas linhas, a história desse autor. Um homem que viveu, exclusivamente, de escrever. Jamais exerceu a função que não dependesse, tão-só, de sua pena. E, quando completou, em 1967, 32 anos de atividades na imprensa, viu sair a edição comemorativa do fato, em dois volumes, numa realização da BRADIL, com a seleção de trabalhos de sua seção Telhado de Vidro, na qual se destaca o bom humor do cronista diário, o cronista que, apesar das viagens que empreendeu ao exterior, não deixa de decantar as quatro cidades nas quais mais tempo viveu: Vitória de Santo Antão, Recife, Olinda e o Rio de Janeiro.

    Nestor de Holanda faleceu em 14 de novembro de 1970, na cidade do Rio de Janeiro.

    Plenário da Casa Diogo de Braga passará por reformas

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    Antes de encerrar o ano de 2013, a presidência da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão levou ao conhecimento dos demais vereadores o projeto de arquitetura do que será o novoPlenário da Casa Diogo de Braga, a ser reformado em 2014, sob o projeto arquitetônico do vitoriense Kleber Carvalho, o qual apresentou a ampliação do novo Plenário que deverá preservar em sua integridade o atual prédio histórico do Legislativo vitoriense.

     

    Prof. Edmo Neves (PMN) esclareceu que o prédio histórico do legislativo vitoriense estará assegurado em seus valores arquitetônico e cultural. O projeto gestado pelo arquiteto garantirá a ampliação do Plenário Juarez Cândido Carneiro com estrutura interna moderna e que atenderá as novas demandas do parlamento. Lembrou ainda que o atual Plenário não contempla o novo momento de expansão da municipalidade e que o prédio reformado garantirá mais espaço, conforto e acesso as novas tecnologias aos edis e sobretudo a população. Após o projeto arquitetônico, a próxima etapa será o levantamento de custos da reforma para a devida publicação do edital de licitação pública. (LN).ver link


     

    Aunncios do O lidador Jornal Vitoriense já extinto ano de 1883

    O português esta escrito como era a Ortografia na época

    Hebdomadário Politico, Noticioso e Commercial  anno IV 
    Numero 12
    propriedade e direção de José de Oliveira Maciel Rego Barro 
    escriptório e typografhia  rua Imperial nº26
    Pernambuco Cidade de victoria 
    sabbado 28 de Julho de 1883
    Publicação uma vez por semana 

    ver link

    Glória do Goitá - Governo do Estado garante mais investimentos para Mata Norte

    Foto: Eduardo Campos, FBC e Paulo Câmara para Governador, ladeado pelo Líder Djalma Paes e seu grupo político de Glória do Goitá.   Foto: Gilmar da Rádio

    Em Glória do Goitá, na Mata Norte pernambucana, o governador Eduardo Campos, anunciou, nesta terça-feira (11/03), mais investimentos no Distrito Industrial do município. Durante a inauguração da nova linha de produção da empresa WHB, o governador assinou ordem de serviço para a construção do sistema viário de acesso ao loteamento industrial de Glória do Goitá.
    O Governo do Estado investiu R$ 2 milhões na intervenção, que será finalizada no segundo semestre deste ano.
    "A nossa preocupação é proporcionar mais desenvolvimento para as indústrias que aqui se instalam. A ampliação do Distrito Industrial vai contribuir para a chegada de novos empreendimentos e a manutenção das marcas que já estão instaladas", comentou o governador, destacando que o incentivo na produção industrial está alterando a atividade econômica da região.
    Antes da solenidade, o governador visitou as instalações e conheceu a nova linha de produção da WHB Brasil, que funciona desde 2012 em Glória do Goitá. Até o momento, a unidade pernambucana já recebeu investimentos da ordem de R$ 110 milhões e gerou cerca de 270 empregos, diretos e indiretos. Até 2017, a unidade pernambucana vai gerar mais de dois mil postos de trabalho.ver link

    Na estreia do Pernambucano Feminino, Vitória derrota o Náutico e fica com a taça comemorativa

    Troféu Maria do Carmo de Amorim é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher


    Foto: Luciano Abreu/Arquivo/Vitória
    Atual tetracampeão, o Vitória estreou com triunfo no Campeonato Pernambucano de Futebol Feminino. Neste domingo (9), o Tricolor das Tabocas derrotou o Náutico por 7x0, no Estádio Severino Cândido Carneiro, em Vitória de Santo Antão. 
    Com o triunfo, o Vitória ficou com a Taça Maria do Carmo de Amorim, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente no dia 8 de março. 
    Ronaldinha e Marcela, que balançaram as redes alvirrubras três vezes cada uma, e Taliane marcaram os gols do Tricolor das Tabocas. 

    Na próxima rodada o Náutico encara o Barreirense, nos Aflitos, no dia 23, às 15h. Já o Vitória entra em campo novamente no Estadual no dia 30, quando encara o Íbis, às 14h, no Estádio Jeferson de Freitas, em Jaboatão dos Guararapes.ver link 

    Cai o número de homicídios durante o Carnaval de Pernambuco

    Apesar da redução, o índice se manteve o mesmo no Recife e aumentou na Região Metropolitana. Destaque ocorreu no interior


    Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social, detalhou as estatísticas na coletiva.  / Foto: Rossini Gomes/ JC Imagem

    Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social, detalhou as estatísticas na coletiva.

    Foto: Rossini Gomes/ JC Imagem

    O número de homicídios durante o Carnaval deste ano em Pernambuco caiu 6% em relação à folia passada. Foram registrados 63 crimes este ano, quatro a menos do que em 2013. O balanço foi divulgado na manhã de ontem pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, na sede do órgão, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Dos 184 municípios do Estado, não houve mortes relacionadas à folia em 155 cidades mais a Ilha de Fernando de Noronha. Os dados são relativos ao período da 0h da última sexta-feira (28 de fevereiro) às 24h da última quarta-feira (05 de março).

    Apesar da redução, o índice se manteve o mesmo no Recife, com 10 mortes nos Carnavais dos dois anos, e aumentou 4,2% na Região Metropolitana, que registou 25 casos ante 24 em 2013. A diminuição da violência ocorreu no interior, região onde houve 28 mortes ante 33 (15,2%).

    De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, as pessoas tiveram a sensação de mais segurança nas ruas. "Nossos policiais ouviram dos foliões que o Carnaval foi mais seguro", disse.

    Com relação aos Crimes Violentos Contra o Patrimônio Público (CVP), houve uma diminuição de 22%  na capital (961 ante 1233) e de 2,4% na Região Metropolitana do Recife (918 ante 940). O interior, porém, foi a única região que apresentou aumento nesse tipo de crime: 8,9% (393 ante 361).

    Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Pereira, foram deslocados 660 policiais do interior para o Recife. "Todos atuaram no Galo da Madrugada. Em seguida, 310 agentes retornaram para garantir a segurança nas cidades que reúnem grande quantidade de pessoas durante o Carnaval", disse.link

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                                        yolanda santos miss   pernambuco ano 1930