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LEMBRANDO AS LIGAS CAMPONESAS


por Vandeck Santiago

1¬ļ de janeiro de 2015 as Ligas Camponesas completar√£o 60 anos

#EmFoco LEMBRANDO AS LIGAS CAMPONESAS por Vandeck Santiago  Em 1¬ļ de janeiro de 2015 as Ligas Camponesas completar√£o 60 anos. Elas nem existem mais, por√©m seu legado hist√≥rico ainda est√° a√≠, vivo e pulsando. Surgiram no Engenho Galileia, em Vit√≥ria de Santo Ant√£o, em 1¬ļ de janeiro de 1955, e foram extintas logo ap√≥s o golpe de mar√ßo de 1964. Em 9 anos de exist√™ncia conseguiram levar o campon√™s para a sala de estar da pol√≠tica nacional - a reivindica√ß√£o de reforma agr√°ria conseguiu assento na agenda de prioridades do Brasil e tornou-se o principal item das Reformas de Base idealizadas pelo governo Jo√£o Goulart. Tamanha foi a repercuss√£o das Ligas que elas chegaram √†s p√°ginas da imprensa mundial (incluindo o New York Times) e despertaram a aten√ß√£o do rec√©m-iniciado governo John Kennedy, dos EUA.   A a√ß√£o das Ligas Camponesas teve papel de destaque no rol de tens√Ķes sociais na Am√©rica Latina que preocupavam os EUA, a ponto de o governo Kennedy ter criado um programa destinado a evitar que elas descambassem para revolu√ß√Ķes esquerdistas (o Alian√ßa para o Progresso). Alguns dos principais integrantes da administra√ß√£o Kennedy (como o historiador Arthur Schlesinger) estiveram no Nordeste para avaliar a situa√ß√£o social e pol√≠tica da regi√£o.   Nos anos 40 j√° tinha havido em Pernambuco uma organiza√ß√£o com o nome


Em 1¬ļ de janeiro de 2015 as Ligas Camponesas completar√£o 60 anos. Elas nem existem mais, por√©m seu legado hist√≥rico ainda est√° a√≠, vivo e pulsando. Surgiram no Engenho Galileia, em Vit√≥ria de Santo Ant√£o, em 1¬ļ de janeiro de 1955, e foram extintas logo ap√≥s o golpe de mar√ßo de 1964. Em 9 anos de exist√™ncia conseguiram levar o campon√™s para a sala de estar da pol√≠tica nacional - a reivindica√ß√£o de reforma agr√°ria conseguiu assento na agenda de prioridades do Brasil e tornou-se o principal item das Reformas de Base idealizadas pelo governo Jo√£o Goulart. Tamanha foi a repercuss√£o das Ligas que elas chegaram √†s p√°ginas da imprensa mundial (incluindo o New York Times) e despertaram a aten√ß√£o do rec√©m-iniciado governo John Kennedy, dos EUA.

A a√ß√£o das Ligas Camponesas teve papel de destaque no rol de tens√Ķes sociais na Am√©rica Latina que preocupavam os EUA, a ponto de o governo Kennedy ter criado um programa destinado a evitar que elas descambassem para revolu√ß√Ķes esquerdistas (o Alian√ßa para o Progresso). Alguns dos principais integrantes da administra√ß√£o Kennedy (como o historiador Arthur Schlesinger) estiveram no Nordeste para avaliar a situa√ß√£o social e pol√≠tica da regi√£o.

Nos anos 40 já tinha havido em Pernambuco uma organização com o nome "Ligas Camponesas", mas de atuação efêmera e sem nenhum destaque. A que fez a diferença mesmo foi a 1955, no Engenho Galileia, onde moravam pouco mais de mil pessoas (104 famílias). Curioso que esta entidade foi criada com outro nome, o de Sociedade Agrícola e Pecuária dos Plantadores de Pernambuco (SAPPP). O grupo que a criou teve a liderança de dois militantes ligados ao PCB, os irmãos José Ayres dos Prazeres e Amaro dos Prazeres (conhecido como "Amaro do Capim").

Num primeiro momento a SAPPP não teve resistência do proprietário, mas logo depois surgiram os problemas. Foi quando uma comissão decidiu ir ao Recife tentar a ajuda de um deputado estadual recém-eleito, ligado aos camponeses, o advogado pernambucano Francisco Julião (1915-1999). Deu-se aí o encontro da chispa com a palha seca.

Sob um ponto de vista estritamente burocr√°tico, Juli√£o n√£o criou as Ligas (quando ele chegou, a entidade geradora do movimento j√° estava fundada). Mas foi ele quem deu notoriedade, dimens√£o e relev√Ęncia pol√≠tica ao movimento. O pr√≥prio nome - Ligas Camponesas - √© responsabilidade dele: na √©poca, na tentativa de dizer que a entidade tinha liga√ß√Ķes com comunistas, os seus opositores a chamavam de "Liga". Juli√£o resolveu apropriar-se do nome - j√° que os advers√°rios v√£o cham√°-la assim, ent√£o vamos n√≥s mesmos batiz√°-la como tal. A palavra de ordem mais lembrada da entidade - "Reforma agr√°ria na lei ou na marra" - √© tamb√©m obra de Juli√£o, um defensor assumido na √©poca da agita√ß√£o social.

Todas as medidas tomadas em favor dos camponeses no período de 1955 a 1964 (como o Estatuto do Trabalhador Rural, de 1963) e até depois do golpe (como o Estatuto da Terra, de novembro de 1964) foram motivadas pela agitação do campo provocada pelas Ligas.

As terras do Engenho Galileia foram desapropriadas em 1959 - o primeiro ato de reforma agrária no Brasil do pós-guerra. Dos que moram lá hoje, pelo menos um tem ligação com as lutas daquela época: Zito da Galileia, neto de um famoso líder do movimento, Zezé da Galileia, já falecido. Zito mantém viva a memória das Ligas e no próximo dia 11 vai inaugurar lá a biblioteca José Ayres dos Prazeres. Sessenta anos depois, a história do Galileia ainda rende inspiração.link do artigo


O antigo testamento, segundo Hollywood


"Êxodo: Deuses e Reis" relativiza a fé em prol da aventura racional








 impressionante de seus efeitos especiais, lhe rendendo um Oscar no ano seguinte, e garantindo que o filme de DeMille voltasse a entrar em cartaz pelos 20 anos seguintes, todo dezembro ou na Semana Santa, quase como uma obriga√ß√£o na agenda das salas de cinema do Pa√≠s cat√≥lico.

Hoje, Hollywood oferece uma outra (e bem contempor√Ęnea) leitura para a hist√≥ria do profeta hebreu que libertou seu povo de centenas de anos de escravid√£o sob o julgo do reinado eg√≠picio por v√°rias gera√ß√Ķes no Antigo Egito. A miss√£o de con ceber o novo desenho, de "√äxodo: Deuses e Reis" ("Exodus: Gods and Kings", EUA, 2014) recaiu sobre as m√£os de Ridley Scott, cineasta ingl√™s sempre observado pelo conhecido refinamento visual de suas obras - "Alien", "Blade Runner", "1492", "Gladiador".

Scott e sua equipe criativa n√£o nos decepciona, oferecendo um trabalho de encher os olhos em todos os aspectos t√©cnicos que costumam chamar a aten√ß√£o em filme hist√≥ricos - loca√ß√£o, cenografia, figurino, dire√ß√£o de arte, etc. O desenho de produ√ß√£o de "√äxodo" √© um espet√°culo √† parte, com as imagens - mesmo que simuladas por computador - imprimindo na tela uma bela ideia pl√°stica de como seria a din√Ęmica de um Egito comandado pelo rei Rams√©s (Joe Edgerton) com todos os seus constrastes de riqueza e mis√©ria.

Ao contr√°rio das boas qualidades apontadas acima, a trilha sonora de Alberto Iglesias √© discreta demais, ou tradicional demais, n√£o dando a atmosfera grandiloquente que se espera de a√ß√Ķes como a abertura do Mar Vermelho por Mois√©s.

Mas, assim como "No√©", de Darren Aronofsky, em 2013, o mais radical - no mau sentido - em "√äxodo" est√° na proposta que seu roteiro - escrito a quatro m√£os por Adam Cooper, Bill Collage, Jeffrey Caine e Steven Zaillian - nos √© oferecido. Isto porque aqui refer√™ncias milenares como a pr√≥pria abertura do Mar Vermelho n√£o acontece associada ao cajado de Mois√©s, muito menos vemos as escrituras das duas t√°buas dos Dez Mandamentos acontecerem de maneira espetacular, mediadas por uma interven√ß√£o clim√°tica.

As pragas divinas que aterrorizam o fara√≥ Rams√©s - as √°guas ensanguentadas, a infesta√ß√£o de r√£s, a doen√ßa nos animais, a invas√£o de gafanhotos, entre outras, al√©m da morte dos primog√™nitos - tamb√©m ganham uma explica√ß√£o l√≥gica pelo s√°bio do fara√≥. N√£o menos adequada √† raz√£o hollywo - odiana - e contra a f√© pregada no enredo b√≠blico -, es - t√° a vis√£o de Moises (Christina Bale) ao encarar o Todo- Poderoso na Montanha Proibida. A vis√£o se d√° ap√≥s o profeta acordar de uma acidente no qual teve a cabe√ßa atingida por uma pe dra. Deus aparece, a prop√≥sito, na pele de um menino (Isaac Andrews).

A op√ß√£o √© curiosa e, de certa forma, n√£o empresta aos di√°logos entre Ele e Mois√©s a solenidade que se espera. Bale e os outros atores (com exce√ß√£o de Edgerton) tamb√©m n√£o parecem representar a dimens√£o e a profundidade que a hist√≥ria pede. Em resumo, h√° em "√ä - xo do" um esfor√ßo para deixar a hist√≥ria do segundo livro do Antigo Testamento qua se com um vi√©s laico. N√£o deixa de ser uma estra - t√©gia corajosa, visando agradar a maior parte dos espectadores independentes de sua cren√ßa (ou descren√ßa religiosa). Mas tamb√©m n√£o deixa de ser covarde, pelo mesmo motivo.link

Fuga em massa na Funase de Pacas em Vitória de Santo Antão


funase pacas









Por volta das 15h30 desta tarde de sexta-feira (26/12), aproximadamente 30 menores infratores da Funase, instalada em Pacas, Zona Rural da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, fugaram e chegaram a invadir as residências aterrorizando os moradores daquela localidade. Dezenas destes se evadiram pelo matagal com destino ignorado.

A Pol√≠cia Militar em conjunto com o Grupo de Apoio T√°tico Itinerante (GATI) montaram opera√ß√£o para efetuar o cerco policial e conseguiu apreender pelo menos cinco destes adolescentes, alguns deles, de acordo com as informa√ß√Ķes iniciais, est√£o armados e com coletes √† prova de bala.

Informa√ß√Ķes que chegam a Reda√ß√£o do Blog A Voz da Vit√≥ria √© a de que o GATI efetuou apreens√Ķes na Cabanga e final da Av. Mariana Am√°lia, Centro de Vit√≥ria, acusados de roubos.link do artigo

O Natal à Luz da Palavra de Deus



O Natal à Luz da Palavra de Deus


1 - Algumas perguntas a serem respondidas?

· Ser√° o Natal realmente a celebra√ß√£o do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro?
· Ser√° que os primeiros ap√≥stolos que conheciam e foram ensinados por Jesus, pessoalmente, celebraram o anivers√°rio do menino Jesus em 25 de dezembro? Ser√° que alguma vez o celebraram em qualquer outro dia?
· Se o Natal √© uma das maiores festas crist√£s, por que ser√° que todos os pag√£os o celebram tamb√©m? Voc√™ sabe?
· Por que nessa √©poca se troca tantos presentes com familiares, parentes e amigos? Se √© por causa dos reis magos que trouxeram e ofertaram presentes ao menino Jesus?

2 - Palavra Natal e Nascimento de Cristo.

· A palavra "Natal" tem a ver com nascimento, ou anivers√°rio natal√≠cio.
· De onde tirou a Igreja Cat√≥lica Romana? N√£o saiu do Novo Testamento - N√£o foi da B√≠blia nem dos primeiros ap√≥stolos que foram instru√≠dos por Cristo.
· "O Natal n√£o era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros ind√≠cios da festa prov√™m do Egito."
· Sob o tema "Dia do Natal", encontramos que Origenes, um dos patriarcas cat√≥licos, reconheceu a seguinte verdade: "... N√£o h√° registro nas Sagradas Escrituras de que algu√©m tenha comemorado uma festa, ou realizado um grande banquete no dia do seu anivers√°rio. Somente os pecadores (como Fara√≥ e Herodes), que se rejubilam grandemente com o dia em que nasceram neste mundo."
· No s√©culo V, a Igreja Ocidental deu origem, para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, porque n√£o se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo."
· Jesus n√£o nasceu em 25 de dezembro? Jesus nem sequer nasceu na esta√ß√£o do inverno!
· (Lucas 2:8) Isto nunca poderia ter acontecido na Jud√©ia no m√™s de dezembro. Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar at√© o dia 15 de outubro, (as primeiras chuvas come√ßavam no princ√≠pio do m√™s de "Marchesvan") para proteg√™-los do frio e da esta√ß√£o chuvosa que se seguia. Cantares de Salom√£o 2:11/ Esdras 10:9-13
· A data exata do nascimento de Jesus √© inteiramente desconhecida. Se Deus desejasse que guard√°ssemos e comemor√°ssemos o nascimento de Cristo, Ele n√£o teria ocultado t√£o completamente a data exata.
· N√£o se pode determinar com precis√£o at√© que ponto a data da festividade dependia da brun√°ria pag√£ (25 de dezembro), que seguia a Saturn√°lia (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o "Novo Sol"... As festividades pag√£s, Saturn√°lia e Brum√°ria estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influ√™ncia crist√£... A festividade pag√£ acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os crist√£os viram com o agrado uma desculpa para continuar a celebr√°-la em grandes altera√ß√Ķes no esp√≠rito e na forma. Pregadores crist√£os do Ocidente e do Oriente pr√≥ximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os crist√£os da Mesopot√Ęmia acusavam os irm√£os ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Crist√£ a festividade pag√£.
· Lembre-se que o mundo romano era pag√£o. Antes do s√©culo IV, os crist√£os eram poucos em n√ļmero, embora aumentassem, eram perseguidos pelos pag√£os. Por√©m, com a chegada de Constantino, como imperador, que no s√©culo IV (336) fez profiss√£o p√ļblica de f√© crist√£, colocando o cristianismo ao mesmo n√≠vel do paganismo, o mundo romano passou a aceitar esse cristianismo popularizado pelo imperador. Por√©m, lembre-se que eles haviam sido criados em costumes pag√£os, dentre as quais 25 de dezembro era a maior das festividades id√≥latras. Era uma festa alegre com seu esp√≠rito especial. Todos se divertiam! N√£o queriam renunci√°-la!
· E assim foi que "o Natal" se enraizou em nosso mundo Ocidental!

A ORIGEM DESTA FESTA PAGÃ

· Natal √© a principal tradi√ß√£o do sistema corrupto denunciado inteiramente nas profecias e instru√ß√Ķes b√≠blicas sobre o nome de Babil√īnia.
· Seu in√≠cio e origem surgiu na antiga Babil√īnia de Ninrode! √Č verdade, suas ra√≠zes datam de √©pocas imediatamente posterior ao dil√ļvio!
· Ninrode ("Marad" que significa - ele se rebelou, rebelde), neto de C√£o, filho de No√© (Gn 10:8-11), foi o verdadeiro fundador do sistema babil√īnico que at√© hoje domina o mundo - Sistema de Competi√ß√£o Organizado - sistema econ√īmico de competi√ß√£o e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babil√īnia primitiva, a antiga N√≠nive e muitas outras cidades.
· Ninrode era t√£o perverso que se diz que casou-se com sua m√£e, cujo nome era Sem√≠ramis. Depois de sua morte prematura, sua m√£e-esposa propagou a doutrina mal√≠gna da sobreviv√™ncia de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um peda√ßo de √°rvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
· Todo ano, no dia de seu anivers√°rio de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a √°rvore "sempre viva" e deixava presentes nela. O dia de anivers√°rio de Ninrode era 25 de dezembro, esta √© a verdadeira origem da "√Ārvore de Natal"!
· Por meio de suas artimanhas e de sua ast√ļcia, Sem√≠ramis converteu-se na "Rainha do C√©u" dos Babil√īnicos, e Ninrode sob v√°rios nomes, converteu-se no "Divino Filho do C√©u". Por gera√ß√Ķes neste culto id√≥latra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol.
· Nesse falso sistema babil√īnico, "a m√£e e a crian√ßa" ou a "Virgem e o menino" (isto √©, Sem√≠ramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adora√ß√£o.
· Pres√©pio √© uma continua√ß√£o do mesmo, em nossos dias, mudando de nome em cada pa√≠s e l√≠ngua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na √Āsia Cibele e Deois, na Roma pag√£ Fortuna e J√ļpiter, at√© mesmo na Gr√©cia, China, Jap√£o e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo!
· Maria n√£o pode ser [sempre] virgem segundo a palavra de Deus. Mateus 1:24-25 / Mateus 13: 55
· No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome eg√≠picio da "Rainha do C√©u") nascera em 25 de dezembro.
· O pr√≥prio Jesus, os ap√≥stolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma √©poca, na B√≠blia n√£o h√° mandamento ou instru√ß√£o alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurrei√ß√£o que nos proporcionou a Vida (ICo. 11:24-26; Jo. 13:14-17)

CARACTER√ćSTICAS DA FESTA DOS SOLST√ćCIOS

Glutonaria - Grandes banquetes com lugares para vc vomitar e poder comer mais. Tinha início a meia noite.
Confusão de identidade - De Papai Noel em dezembro para rei Momo no Carnaval, onde o prefeito da cidade entrega a chave para este principado deixando ele reinar naqueles dias. Homens se vestem de mulheres e vice versa com o lema ninguém é de ninguém.
Exaltação de deuses - adoração a deuses falsos e a um deus menino. Enquanto Jesus já cresceu, morreu e ressuscitou.
Culto a sensualidade - nestas festas chamava-se a atenção pela beleza exposta, não é diferente hoje. Mas o que tem a ver a sensualidade com uma festa religiosa.
Orgia dentro do templo - Lema: carne liberada - sarkos - o princípio era o curso do desejo. Adoração a deusa da fertilidade.

PAPAI NOEL

· Algu√©m dir√°: Certamente que o velinho t√£o querido, "Papai Noel", n√£o √© uma cria√ß√£o pag√£. Por√©m ele √©, e o seu car√°ter verdadeiro n√£o √© t√£o bondoso e santo quanto muitos pensam!
· nome "Papai Noel" vem de "S√£o Nicolau" um bispo romano que viveu no s√©culo V.
· Enciclop√©dia Brit√Ęnica, vol.19 p√°ginas 648-649, 11¬™ edi√ß√£o inglesa, o seguinte: "S√£o Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua d√°diva oferecida as escondidas, de dotes, √†s tr√™s filhas de um cidad√£o empobrecido..." diz se ter originado o costume de dar presentes as escondidas no dia de S√£o Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal.
· Da√≠ a associa√ß√£o do Natal com S√£o Nicolau (Papai Noel), que sorrateiramente a id√©ia √© faz√™-lo substituir Papai do C√©u.
· Durante o ano os pais castigam suas crian√ßas por falarem mentira. Ent√£o na √©poca de Natal conta-lhe mentiras. (Prov√©rbios 14:12).
· Velhinho" de barba branca √© sempre algu√©m que se disfar√ßa para parecer bonzinho! Satan√°s tamb√©m se mostra como "anjo de luz" para enganar! (II Co 13:14; Apo. 12:9)

A √ĀRVORE DE NATAL

· O que diz a B√≠blia sobre a √°rvore de Natal? Se a B√≠blia nada diz para comemorarmos o Natal, nem mesmo registra tal observ√Ęncia da parte dos ap√≥stolos ou da verdadeira Igreja primitiva, ela tem algo a dizer sobre a √°rvore de Natal!
· Jeremias 10:2-4
· As id√©ias referentes a √°rvores sagradas s√£o muito antigas. Uma antiga f√°bula babil√īnica falava de um pinheirinho que nasceu de um tronco morto. O velho tronco simbolizava Ninrode morto e o novo pinheirinho que Ninrode tinha vindo viver novamente em Tamuz!
· Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os eg√≠pcios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturn√°lia. O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na √©poca de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado.
· At√© mesmo acender lenhas em fogueiras e velas como cerim√īnia crist√£ √© meramente perpetua√ß√£o de um costume pag√£o de estimular o deus-Sol em decl√≠nio quando ele atinge o ponto mais baixo ao Sul da ab√≥bada celeste!

GUIRLANDAS

· S√£o memoriais de consagra√ß√£o a vencedores nos esportes, Reis, ofertas de funerais, sacrif√≠cios a deuses pag√£os.
· S√≠mbolo relacionado ao deus Apolo, trazendo honra a Zeus.
· Tamb√©m √© um sinal de rever√™ncia a Fr√≠gio, ou sab√°zio, um deus de consagra√ß√£o aos alimentos.
· Na B√≠blia, apenas Roma fez uma guirlanda...e esta foi colocada na cabe√ßa de Jesus no dia de Sua morte. Feita como s√≠mbolos de esc√°rnio. Marcos 15:17

TROCA DE PRESENTES

· E a troca de presentes, n√£o ser√° b√≠blica? O ponto culminante de toda esta observ√Ęncia natalina - a √©poca de fazer compras de Natal - De comprar e trocar presentes com familiares e amigos - muitos exclamar√£o em triunfo "Bem, pelo menos a B√≠blia assim nos diz para proceder! N√£o deram presentes os Reis magos do Oriente quando Cristo nasceu?"
· Da biblioteca sacra vol. 12, p√°ginas 153-155, citamos o seguinte: "A troca de presentes entre amigos √© caracter√≠stica tanto do Natal quanto da Saturn√°lia e deve ter sido adotada do mundo pag√£o pelos crist√£os.
· fato √© que este costume de trocar presentes com familiares e amigos, que se apegou ao povo durante a √©poca de Natal, n√£o tem nada de cristianismo. Isto n√£o comemora o nascimento de Cristo.
· Suponha que sua m√£e esteja fazendo anivers√°rio. e por isso deseja honr√°-la neste dia, voc√™ compraria presente para todos, trocaria presentes com um e com outro de seus amigos e familiares?
· No entanto √© precisamente isto que fazem as pessoas por todas as partes do mundo! Honram um dia no qual Cristo n√£o nasceu, gastando todo dinheiro que conseguem juntar para comprar presentes. O m√™s de dezembro costuma ser o m√™s mais pobre para a OBRA DE CRISTO!
· Agora considere o que a B√≠blia diz a respeito das ofertas que os Reis magos deram quando Cristo nasceu. Est√° em Mateus 2:1-11 D√°divas oferecidas a Cristo? Note, inquiriram pelo menino Jesus. Nascido Rei dos Judeus! Ent√£o por que lhe ofereceram d√°divas? Por ser dia do seu anivers√°rio? De maneira alguma pois chegaram muitos dia ou semanas depois da data de seu nascimento: Seria para deixar-nos um exemplo, para trocarmos presentes uns com os outros? N√£o, note cuidadosamente! eles deram as ofertas a Cristo, n√£o para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!
· Eis o motivo! Os reis magos n√£o estavam instituindo um novo sistema crist√£o de permuta de ofertas com amigos para honrar o nascimento de Cristo! Agiam conforme ao antigo costume Oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presen√ßa do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma d√°diva, da mesma que a Rainha de Sab√° trouxe ofertas a Salom√£o, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.
· Amigo secreto - Um ritual n√≥rdico, que esperavam o amanhecer para trocar presentes e nesta troca diziam: que voc√™ jamais esque√ßa dos deuses sobre n√≥s. E o presente trocado √© para eternizar o pacto.

ARGUMENTOS

· H√° um argumento utilizado com freq√ľ√™ncia para justificar a observ√Ęncia do Natal. Muitos ainda insistem: "mesmo assim, muito embora o Natal foi um costume pag√£o honrando o falso deus-Sol, n√£o mais se observa o Natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo". Por√©m, como responde Deus em sua Palavra?
Deuteron√īmio 12:1-2 / Deuteron√īmio 12:30-32

ORIENTA√á√ēES

Mesmo querendo fazer a vontade de Deus como fi√©is disc√≠pulos, somos surpreendidos por situa√ß√Ķes que ficamos chocados e at√īnitos, que nos trazem at√© embara√ßos para acertar nossas vidas erradas com a realidade divina. Contudo, nem tudo est√° perdido. Temos um Deus que transforma maldi√ß√£o em b√™n√ß√£o. Agora n√£o somos mais ignorantes quanto a festividade iniciada na Babil√īnia. Qual deve ser ent√£o nosso procedimento pr√°tico?
1 - Tirá-la totalmente do nosso coração. Lançar fora toda dependência sentimental da data do Sol Invictus (25 de dezembro)
2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João 8:32
3 - Nos livramos de todo enfeite com motivos natalinos, pois sabemos suas origens.
4 - N√£o ficarmos sujeitos financeiramente √† comidas importadas t√≠picas. √Č um dia como qualquer outro.
5 - Resistirmos ao esp√≠rito sat√Ęnico de gastos no Natal, principalmente se houverem d√≠vidas. Vigiar as "ofertas do Papai Noel". S√≥ devemos comprar o necess√°rio. Mamon, dem√īnio das riquezas, criou depend√™ncia na mente humana onde as pessoas t√™m de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova etc. ("Ningu√©m pode servir a dois senhores; porque ou h√° de odiar a um e amar o outro, ou h√° de dedicar-se a um e desprezar o outro. N√£o podeis servir a Deus e √†s riquezas." Mateus 6:24).
6 - Devemos aproveitar a data ("Andai em sabedoria para com os que est√£o de fora, usando bem cada oportunidade." Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus cora√ß√Ķes, pois este √© o verdadeiro presente que o "aniversariante" quer receber. √Č um prop√≠cio momento evangel√≠stico, quando encontramos pessoas com o cora√ß√£o aberto para ouvir de Jesus.
7 - Entender que a maioria dos crentes n√£o visualiza a situa√ß√£o do Natal, preferindo viver segundo seus sentimentos e tradi√ß√Ķes.
8 - N√£o confundir Passagem do Ano com Natal. N√£o √© errado desejar feliz Ano Novo para algu√©m, mas, sim, Feliz Natal. Podemos usar algumas express√Ķes. Ex.: - Que Jesus nas√ßa no seu cora√ß√£o (ou na sua vida)! " E n√£o vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renova√ß√£o da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agrad√°vel, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

http://virtudedecristo.blogspot.com.br/

Uso de armas não letais por policiais é prioridade no país a partir de hoje


A lei proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem a pessoa desarmada em fuga ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial


Policiais do Batalh√£o de Choque da PM participaram do curso de controle de dist√ļrbios civis. Arquivo/Ag√™ncia Brasil
Policiais do Batalh√£o de Choque da PM participaram do curso de controle de dist√ļrbios civis. Arquivo/Ag√™ncia Brasil
Armas n√£o letais, de menor potencial ofensivo, como g√°s lacrimog√™neo, balas e cassetetes de borracha, spray de pimenta e arma de eletrochoque, tamb√©m conhecida como taser, ter√£o prioridade na a√ß√£o policial em todo pa√≠s, desde que essa op√ß√£o n√£o coloque em risco a vida dos policiais . √Č o que determina a Lei 13.060/14 publicada na edi√ß√£o desta ter√ßa-feira (23) doDi√°rio Oficial da Uni√£o (D.O.U).

De acordo com o texto – de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) aprovado pelo plen√°rio do Senado no fim de novembro – armas n√£o letais t√™m baixa probabilidade de causar mortes ou les√Ķes permanentes e s√£o projetadas para conter, debilitar ou incapacitar pessoas temporariamente.

A lei proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem a pessoa desarmada em fuga ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, desde que o uso do armamento de menor poder ofensivo não coloque em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros.

"Sempre que do uso da for√ßa praticada pelos agentes de seguran√ßa p√ļblica decorrerem ferimentos em pessoas, dever√° ser assegurada a imediata presta√ß√£o de assist√™ncia e socorro m√©dico aos feridos, bem como a comunica√ß√£o do ocorrido √† fam√≠lia ou √† pessoa por eles indicada", diz um trecho da lei que entra em vigor hoje.

Debatida por nove anos no Congresso, no dia da aprova√ß√£o, v√°rios parlamentares destacaram a import√Ęncia da lei tendo em vista o crescimento da viol√™ncia na a√ß√£o policial que todos os anos resulta em um grande n√ļmero de mortes, especialmente de jovens. A expectativa √© adequar o uso da for√ßa por parte do poder p√ļblico para reduzir as ocorr√™ncias graves.

Protesto de taxistas bloqueia acesso à Praça 13 de Maio


 

Manifestantes atearam fogo em pneus para bloquear rua. (Foto: Eliel Magno/A Cara de Vitória).
Taxistas irregulares que circulam na √°rea urbana de Vit√≥ria de Santo Ant√£o bloquearam o acesso √† Pra√ßa 13 de Maio, no centro do munic√≠pio, na manh√£ deste s√°bado (20). O protesto √© uma rea√ß√£o dos motoristas √† regulariza√ß√£o do servi√ßo de t√°xis, coordenado pela Ag√™ncia Municipal de Tr√Ęnsito da Vit√≥ria - AGTRAN.

Os manifestantes prestavam servi√ßo na pra√ßa, que concentra a maior parte de supermercados da  cidade. Desde a regulariza√ß√£o, os t√°xis irregulares foram impedidos de terem ponto na √°rea.

O grupo de manifestantes interditou os acessos ateando fogo em pneus. A Polícia Militar foi acionada para impor ordem.

Por Danilo Coelho, do Blog Nossa Vitória link do artigo

A Iquine, decidiu implantar nova unidade em Vit√≥ria de Santo Ant√£o R$ 61,8 milh√Ķes

Condic aprova incentivos para 36 projetos e garante investimentos de mais de R$ 178 milh√Ķes
Reuni√£o foi comandada pelo secret√°rio de desenvolvimento econ√īmico, M√°rcio Stefanni Monteiro. Foto: AD Diper/Divulga√ß√£o
Reuni√£o foi comandada pelo secret√°rio de desenvolvimento econ√īmico, M√°rcio Stefanni Monteiro. Foto: AD Diper/Divulga√ß√£o
Mais 36 projetos, sendo 23 ind√ļstrias, 11 importadoras e duas centrais de distribui√ß√£o tiveram incentivos fiscais do estado de Pernambuco concedidos em 2014. Os investimentos em ind√ļstrias totalizam R$ 178,3 milh√Ķes, sendo R$ 54,8 milh√Ķes destinados √† RMR e R$ 123,4 milh√Ķes para o interior. A lista foi aprovada nesta quinta-feira (18), durante a √ļltima reuni√£o do Conselho Estadual de Pol√≠ticas Industrial, Comercial e de Servi√ßos (Condic). Considerando o acumulado de 2014, R$ 1,3 bilh√£o em implanta√ß√Ķes ou amplia√ß√Ķes foram beneficiadas pelos programas estaduais.

O secret√°rio de desenvolvimento econ√īmico, M√°rcio Stefanni Monteiro, ressaltou que os investimentos foram importantes para desenvolver o interior, principalmente na gera√ß√£o de empregos. "Somente nesta reuni√£o de hoje foram gerados 1.236 postos de trabalho, dos quais 735 v√£o para o interior do estado e 501 na Regi√£o Metropolitana do Recife. Quando se mensura o ano, s√£o quase 11 mil empregos, quase 9 mil para o interior", destacou.

Ao todo, da √ļltima reuni√£o, 14 munic√≠pios foram contemplados, sendo dez no interior e quatro na RMR. E s√£o eles: Escada, S√£o Bento do Una, Pedra, Bezerros, Caruaru, Petrolina, Lagoa Grande, Limoeiro, Vit√≥ria de Santo Ant√£o, Pombos, Recife, Jaboat√£o dos Guararapes, Moreno e Cabo de Santo Agostinho. Dentre os nomes de maiores aportes, est√£o a Iquine, que decidiu implantar nova unidade em Vit√≥ria de Santo Ant√£o (R$ 61,8 milh√Ķes) e Tramontina Delta, que vai aplicar mais de R$ 36 milh√Ķes em Moreno.

Das 12 Regi√Ķes de Desenvolvimento (RD) de Pernambuco, seis foram contempladas: RMR, Mata Sul, Agreste Central, Agreste Setentrional, Agreste Meridional e Sert√£o do S√£o Francisco.link

Municípios do Interior se preparam para o período natalino

Gravatá inaugura neste sábado sua decoração natalina. Caruaru e Serra Talhada já divulgaram a sua programação para este período



Maunicípio de Caruaru já está ornamentado e tem uma programação especial para o fim de semana





























 Os munic√≠pios pernambucanos j√° est√£o sendo enfeitados para as festas de fim de ano. S√£o luzes e adornos cheios de simbolismo, √°rvores de natal e pres√©pios que est√£o sendo espalhados pelas ruas e pra√ßas das cidades do Interior do Estado. √Č o caso de Gravat√°, munic√≠pio do Agreste, que inaugura neste s√°bado (13) a decora√ß√£o natalina. O trabalho est√° em ritmo acelerado para que tudo esteja pronto no fim do dia.

O Natal 2014 em Gravat√° ser√° aberto oficialmente √†s 7h, na Rua Duarte Coelho, conhecida como Polo Moveleiro. Cada pra√ßa ter√° um tema. As pontes do com√©rcio e do camel√ī tamb√©m foram decoradas. Durante o evento haver√° chegada do Papai Noel, desfile de grupos de dan√ßa, concerto musical, exposi√ß√£o de mesas natalinas e corte do bolo.

Em Caruaru, a decora√ß√£o das principais ruas inspira a anuncia√ß√£o da chegada do menino Jesus. O munic√≠pio ter√° programa√ß√£o especial neste fim de semana. Neste domingo (14) acontecer√° a 28¬™ edi√ß√£o da Noite de Canto e Luz. O evento est√° marcado para come√ßar √†s 20h, no Pal√°cio Episcopal, e contar√° com apresenta√ß√Ķes de bal√©, orquestra de violinos e corais diocesanos, entre outras atra√ß√Ķes. Ao todo, s√£o mais de 250 artistas envolvidos na programa√ß√£o.

Os solistas √Člida, L√ļcia Santana, Rally, Anne Cunha, Lais e Thayse Luk soltar√£o a voz no encontro de vozes e de sons. "√Č muito bonito ver as fam√≠lias juntas vivenciando o nascimento do menino Jesus", ressaltou a presidente da Funda√ß√£o de Cultura e Turismo, L√ļcia Felix.

Tamb√©m no domingo, o Centro de Serra Talhada, no Sert√£o, vai servir de palco para encena√ß√£o do espet√°culo "O Baile do Menino Deus". A produ√ß√£o √© do Centro Dram√°tico Paje√ļ, que coloca em cena os atores mirins da sua escola de atores. O espet√°culo faz parte da programa√ß√£o do "Natal dos Sonhos" da Capital do Xaxado. A cidade enfeitou pra√ßas e avenidas, dando um colorido especial ao munic√≠pio. Um dos pontos altos da decora√ß√£o natalina deste ano, al√©m da √°rvore de natal de cerca de 12 metros, feita totalmente com garrafas pet, √© a casa onde o Papai Noel atende a crian√ßada, anotando seus pedidos e distribuindo sorrisos e alegria.

Em Garanhuns, a programação do Natal Luz foi distribuída em polos. Às 20h deste sábado haverá o show de Cafuringa e Banda: "Anos Dourados no Natal Luz", no palco da prefeitura. No domingo será a vez da orquestra Manoel Rabelo se apresentar. Na tarde do domingo haverá o desfile de Natal com carro alegórico e papai Noel.

COM√ČRCIO- Os centros de compras de Caruaru tamb√©m investiram em decora√ß√£o natalina para aumentar as vendas de fim de ano. Os principais pontos de compras da cidade come√ßara m a se enfeitar em novembro para a √©poca do ano, que costuma ser de muitas vendas.link

História dos Volantes

Coronel Jo√£o Nunes
Por: Antonio Vilela

Coronel Jo√£o de Ara√ļjo Nunes
Jo√£o de Ara√ļjo Nunes, nasceu em 27 de janeiro de 1881 em √Āguas Belas (PE). Jo√£o Nunes foi um homem de extrema coragem comandando a For√ßa P√ļblica de Pernambuco no combate ao cangacerismo,enfrentando Lampi√£o e seu s√©quito com uma bravura fora do comum. 

O Coronel Jo√£o Nunes era um homem forte e destemido, n√£o tinha medo de Lampi√£o, ao contrario, o Capit√£o vesgo tinha um respeito muito grande por Nunes.

Lampi√£o teve uma grande oportunidade de matar o Coronel Jo√£o Nunes e n√£o o fez gra√ßas a bravura do mesmo. O coronel n√£o se dobrou ao "Capit√£o" bandido. Em 30 de novembro de 1930, o Coronel, ent√£o aposentado estava descansando em sua fazenda em √Āguas Belas. 

Lampi√£o foi l√° e sequestrou o brioso militar. Primeiro o Rei do canga√ßo exigiu a import√Ęncia de quinze contos de r√©is de resgate, mas Jo√£o Nunes estava sem essa import√Ęncia, o velho Coronel jurava que era um homem morto. Foi levado at√© o estado de Sergipe,entretanto, por sua coragem e bravura, sem jamais mostrar fraqueza, foi tratado com educa√ß√£o pelos cangaceiros e com muita admira√ß√£o pelo pr√≥prio Lampi√£o. 

Ao chegar √† Sergipe e sem receber os 15 contos de r√©is pedidos de resgates, Lampi√£o resolveu liberar o velho e brioso Coronel Jo√£o de Ara√ļjo Nunes.





Ao contr√°rio, em vez de pagar o resgate ao Capit√£o Virgulino, Jo√£o Nunes acabou recebendo 30 mil r√©is para as despesas com comida e transporte. O velho Coronel chega ao Recife cansado, mas vitorioso de ter escapado das garras do famigerado Lampi√£o, o terror do sert√£o, afirmando que Lampi√£o era um "bandido de sentimentos humanos". O que salvou o Coronel Jo√£o Nunes foi a sua coragem de enfrentar o infort√ļnio de estar sequestrado pelo bando de Lampi√£o, conseguindo assim a simpatia dos bandoleiros e do pr√≥prio Virgulino Ferreira da Silva.


Cel. Jo√£o Nunes ao centro 
tendo a sua esquerda o Cel. Audálio Tenório

Na revolução de 1930,João Nunes foi preso juntamente com o governador de Pernambuco Estácio Coimbra, ele, João Nunes,foi levado para a Casa de Detenção do Recife, ficando na mesma sela com João Dantas, assassino de João Pessoa, interventor da Paraiba. João Dantas disse ser o Coronel João Nunes "um homem forte".

O Coronel teve uma trajet√≥ria de vida muito bonita, foi prefeito de √Āguas Belas,Canhotinho e Garanhuns.

Fonte: SOUZA. Ant√īnio Vilela - O Incr√≠vel Mundo do Canga√ßo vol. 2  Edi√ß√ĶesBaga√ßo 2010. P√°g 31.
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Adendo Lampi√£o Aceso

O Cel Jo√£o Nunes foi Comandante Geral da Pol√≠cia Militar do Estado de Pernambuco. Existe no bairro de Santo Amaro, no Recife, o 13¬ļ BPM. Batalh√£o Cel. Jo√£o Nunes. Foi Diretor da Casa de Deten√ß√£o do Recife por tr√™s vezes; Diretor do Pres√≠dio de Fernando de Noronha; Assessor do Governador Cid Sampaio e membro da ma√ßonaria. No pr√©dio do Comando Geral da PMEPE, sua foto inaugurou a Galeria dos Comandantes. Tem uma rua batizada com seu nome na cidade onde nasceu, √Āguas Belas, onde foi prefeito de 1928 a 1930. Faleceu em 1971.

Fonte: www.osnunesemtodosostempos.blogspot.com.br

Vitória de Santo Antão ganha fábrica de vidros

Italiana Glass Company tamb√©m produzir√° pain√©is solares. Investimento √© de € 12 milh√Ķes e o in√≠cio das opera√ß√Ķes est√° previsto para o m√™s de outubro de 2015

Polo Vitoria Foto Michele Souza -JC ImagemO polo industrial da Vit√≥ria de Santo Ant√£o, na Zona da Mata de Pernambuco, vai ganhar refor√ßo com a implanta√ß√£o de uma f√°brica de vidros e pain√©is solares da empresa italiana Glass Company. A unidade vai receber investimento de  € 12 milh√Ķes e tem previs√£o de come√ßar a operar em outubro de 2015. A proposta √© atender ao mercado brasileiro, sem descartar a possibilidade de expandir o atendimento para a Am√©rica Latina.

"A Glass Company est√° presente no Brasil desde 1996, com uma f√°brica no Rio Grande do Sul. Mas essa unidade est√° focada na fabrica√ß√£o de vidros para a constru√ß√£o civil, enquanto a de Vit√≥ria de Santo Ant√£o poder√° atender tanto ao setor quanto a usinas solares", declarou ao Portal A Voz da Vit√≥ria Ebert Casanova, diretor da Consultoria Confiance Gest√£o Cont√°bil & Neg√≥cios, que intermediou a atra√ß√£o do investimento.

O executivo afirma que o interesse do grupo italiano era fazer o investimento em S√£o Paulo, mas acabou se convencendo a ficar em Pernambuco. A empresa vai pleitear os incentivos do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). Os s√≥cios adquiriram um terreno de quatro hectares na BR 232, em Vit√≥ria. A unidade tem capacidade para produzir 30 mil metros quadrados de vidro por turno de produ√ß√£o. No primeiro ano de opera√ß√£o, a previs√£o √© que o faturamento mensal da ind√ļstria fique na casa dos R$ 3,5 milh√Ķes.

O vidro fotovoltaico chega a ser 20% mais caro que os comuns, mas s√£o sustent√°veis, permitindo a gera√ß√£o de energia solar. O produto √© constitu√≠do por l√Ęminas de c√©lulas fotovoltaicas fabricadas com sil√≠cio, que √© um elemento qu√≠mico semicondutor. Esse material √© instalado em vidros comuns, que absorvem a radia√ß√£o solar e transformam em energia.

"Ainda n√£o temos contratos fechados, mas conversamos com construtoras, hot√©is e m√≥veis que se interessam pelo produto", adiantou Casanova. Segundo ele, regras do Programa Minha Casa, Minha Vidasugerem a substitui√ß√£o do vidro comum pelo fotovoltaico.

Em Pernambuco, a Glass Company se associou a Coliseum Leil√Ķes e a MF de Lima. Na distribui√ß√£o societ√°ria, a Glass ter√° 30% de participa√ß√£o e os outros dois s√≥cios, 35% cada um.

USINA SOLAR

A F√°brica da Glass Company integra um projeto maior, que prev√™ a implanta√ß√£o de dez usinas solaresnos munic√≠pios sertanejos de Salgueiro e Serra Talhada. A previs√£o √© investir  € 430 milh√Ķes em usinas com 30 MW cada uma. O projeto ter√° participa√ß√£o de fundos de investimentos alem√£o e japon√™s, com participa√ß√£o de 50% e as empresas interessadas em se agregar poder√£o entrar com participa√ß√£o a partir de 10%.

A ideia inicial era implantar os parques em Afogados da Ingazeira, mas a localização foi revista. Os projetos da fábrica e da usina foram apresentadas em dezembro de 2013, em reunião com o Governo do Estado.link

 

 

O Ataque de Lampi√£o a Uirauna




Alguns dos defensores de Uira√ļna. Ao centro, de palet√≥ escuro, Luiz Rodrigues. Na extrema direita, sentado, o Subdelegado Nelson Leite. 


Uma vitória da inteligência sobre a força

H√° meses Lampi√£o sumira dos notici√°rios dos jornais. O ano de 1926 encerra-se sem grandes novidades sobre a horda do famoso cangaceiro de Vila Bela. Bem instalado e seguro no 'coito' da Serra do Diamante, do poderoso Coronel Isa√≠as Arruda, Lampi√£o sai da aparente inatividade apenas em fins de abril de 1927. Naquele fim de m√™s, o bandoleiro deixa o ref√ļgio e pratica assaltos em pequenos vilarejos situados na regi√£o noroeste da Para√≠ba, entre os munic√≠pios de Cajazeiras e S√£o Jos√© de Piranhas. S√£o ataques r√°pidos, com vistas apenas ao saque. A proximidade desta parte da Para√≠ba com o valhacouto do 'dono' de Miss√£o Velha facilita sobremaneira a a√ß√£o do bando.

De fato, no dia 15 de maio daquele ano, liderando uma falange de cerca de trinta e cinco homens, Lampi√£o se prepara para tomar de assalto a Vila de Bel√©m do Arrojado - atual cidade paraibana de Uira√ļna. H√° dias que 'olheiros' residentes em s√≠tios da fronteira j√° haviam sondado o vilarejo e o cangaceiro – decerto bem ciente das condi√ß√Ķes do lugar – cr√™ que tem plena chance de sucesso na empreitada que pretende levar avante. 

o Arruado de Bel√©m situa-se junto √† fronteira do Rio Grande do Norte e √© ent√£o inexpressivo. Ali n√£o h√° mais que cento e trinta casas e uma igreja singela. Com√©rcio pobre ou quase inexistente. Tamb√©m ali n√£o est√° destacado sequer um contingente policial para manuten√ß√£o da ordem ou para oferecimento de uma defesa – mesmo que acanhada – no caso de um eventual ataque de cangaceiros. A 'ordem' no povoado √© garantida somente por um Subdelegado civil, o potiguar Nelson Leite. Apesar de reiteradas not√≠cias sobre incurs√Ķes de cangaceiros naquela parte da Para√≠ba nos √ļltimos dias, o Governo do Estado parece ignorar os eventos propalados pelos jornais e pela boca do povo. Apesar de v√°rios reclamos por parte de proeminentes de Bel√©m, o Estado n√£o enviara tropa regular para a localidade. 



o início da tarde daquele dia 15 de maio, no entanto, o sertanejo Leonardo Pinheiro percebe a marcha de cangaceiros em direção a Belém. Sem demora, espora o cavalo e entra no povoado em sonoro alarde:

-"Vem cangaceiro por a√≠! Vem cangaceiro por a√≠! Parece que √© Lampi√£o e n√£o est√° a mais que umas duas l√©guas!" 

Enquanto a horda marcha em busca do vilarejo, Nelson Leite se apressa em organizar uma defesa. Sangue quente, cioso de suas obriga√ß√Ķes, Leite parece disposto a sacrificar a pr√≥pria vida na defesa da comunidade que lhe fora confiada. 

Abandonados √† pr√≥pria sorte, os habitantes de Bel√©m – incentivados por Nelson Leite - tratam de se armar e garantir a resist√™ncia do lugar. Civis s√£o convocados e h√° mesmo os que comparecem voluntariamente para pegar em armas. Ao final do r√°pido recrutamento, chega-se √† desanimadora soma de onze homens apenas. Um contingente √≠nfimo que tentar√° recha√ßar um bando com cerca de trinta e cinco cangaceiros. Uma luta desigual – se considerarmos a propor√ß√£o de tr√™s bandoleiros para cada defensor e a falta de experi√™ncia de guerrilha dos citadinos. Por volta das dezessete horas, finalmente, Lampi√£o avizinha-se da Vila. O fr√°gil agrupamento de casas lhe parece excessivamente fr√°gil e torna-se ainda mais amiudado pela sombra da serra de Lu√≠s Gomes, n√£o muito distante dali. "Um alvo f√°cil", provavelmente ter√° pensado o poderoso cangaceiro. O desenrolar dos fatos, por√©m, lhe revelar√° um grave erro de progn√≥stico. 


Em que pese a correria desenfreada que se seguiu ao alarma dado por Leonardo Pinheiro, os homens de Nelson Leite aprestam muni√ß√£o e armas. Tudo √© feito com rapidez e disciplina.Ao mesmo tempo, mulheres, velhos e crian√ßas – a seguir igualmente os apelos do Subdelegado – buscam ref√ļgio na caatinga ou em s√≠tios de familiares fincados nos arredores de Bel√©m. Pequenos "tesouros" s√£o previamente enterrados em lugares seguros. Potes de barro, caixas de papel√£o, latas de querosene: qualquer coisa serve como inv√≥lucro para as 'economias' adquiridas ao longo de anos de trabalho. 

Em pouco tempo, os defensores se organizam e est√£o posicionados em lugares previamente definidos pelo Subdelegado. Dedos nervosos aguardam o desfecho do ataque. Uma testemunha registra os momentos iniciais do entrave:

"O 'delegado' Nelson Leite distribuiu uns homens nos pontos mais altos da rua principal, dois outros guarnecendo as laterais e tr√™s instalados no teto da Igreja. Quando Lampi√£o entrou com o bando, pela 'rua velha', come√ßou a fuzilaria". (Sinforosa Claudina de Galiza, entrevista). 

Nelson Leite, de fato, engendrara bom plano. Distribu√≠ra os poucos rifles e fuzis dispon√≠veis com os onze defensores. Repartiu com irrepreens√≠vel parcim√īnia a rala muni√ß√£o que tinha ao seu dispor. Os melhores atiradores foram destacados para pontos estrat√©gicos. Na teto da igreja - pr√©dio mais alto e com abrangente vis√£o dos arredores - posicionaram-se Lu√≠s Rodrigues, Mois√©s Lauriano, Jos√© Teot√īnio e Joaquim Estev√£o. O tempo corre lento. N√£o h√° novidades. At√© perto das oito horas nem sinal da sinistra patul√©ia de chap√©u de couro. A espera alongada transforma as trincheiras em ninhos de ansiedade. 


Matriz Jesus, Maria e José, Uirauna atualmente.

De s√ļbito, Lu√≠s Rodrigues d√° o alarma. Algu√©m se aproxima. O luar denuncia vultos sorrateiros. Homens armados aproximam-se do povoado pela 'rua da Proa'. √Č o in√≠cio da invas√£o. De pronto, grande inc√™ndio ilumina a noite na pequena Bel√©m. Grossas labaredas passam a consumir a casa de um agricultor e espalham-se rapidamente para um antigo curral e planta√ß√£o de milho j√° h√° dias quebrado. O inc√™ndio. M√©todo infal√≠vel para incutir terror aos sitiados. 

Josefa Augusta Fernandes, bem jovem √† √©poca do evento, anota a origem do fogar√©u: 

"Lampi√£o come√ßou destruindo a propriedade do finado Jo√£o Gabriel, tendo em seguida tocado fogo nos currais e nas planta√ß√Ķes de feij√£o e milho. O fogo serviu para alertar os homens da cidade, sendo que eles j√° estavam em posi√ß√£o nos principais pontos daqui". (Maria do Socorro Fernandes, entrevista).

N√£o havia mais o que esperar. Ao primeiro grito de comando de Nelson Leite, trava-se pesado tiroteio. Lampi√£o, decerto, n√£o esperava semelhante rea√ß√£o. A fant√°stica fuzilaria oriunda da Vila lhe faz recuar. De efeito, os tiros vindos da rua da Proa tornam invi√°vel uma entrada por aqueles lados. 

Sem sucesso na primeira investida, o chefe de cangaço tenta confundir os defensores entrincheirados. Sob sua batuta, os bandoleiros passam a gritar, urrar como animais e a praguejar insultos e xingamentos aos defensores e suas famílias. A permear a gritaria, grossas baterias de tiros.

O rei-do-canga√ßo deseja tomar Bel√©m. Tentar√° de todas as maneiras penetrar no vilarejo para vilipendiar suas casas e lhes extrair at√© o √ļltimo 'cobre'. Sem demora, ordena aos comandados a 'abertura' de uma linha de fogo pela lateral, com o fito de invadir a Vila pelo flanco oposto. 

Nada, entretanto, parece gerar resultado pr√°tico. A posi√ß√£o privilegiada dos atiradores locados no telhado da igreja permite que tiros sejam disparados em todas as dire√ß√Ķes. A resist√™ncia agiganta-se com estrondos de repercuss√£o fant√°stica e de curiosa origem. Nelson Leite improvisara – no pouco tempo que disp√īs antes da consecu√ß√£o do ataque - algumas "ronqueiras" e logo come√ßou a fazer uso dos artefatos. Os estrondos causados pelas bombas caseiras s√£o assustadores e surpreendentemente surtem efeito. Um simples improviso que, ao que tudo faz crer, parece realmente ser a chave para uma vit√≥ria. (1)

Em pouco, qualquer objeto met√°lico em formato cil√≠ndrico - e vazado pelo menos em um dos lados - torna-se inv√≥lucro para manufatura dos pesados roj√Ķes. Joel Vieira, com dezoito anos √† √©poca do fato, registrou em depoimento:

"Os que estavam no alto da Igreja, come√ßaram a atirar de ponto e tamb√©m para dentro da igreja, causando um eco que parecia canh√£o. O Subdelegado tamb√©m tinha improvisado umas 'ronqueiras', feitas com p√≥lvora socada dentro de latas, e de quando em quando estourava uma. J√° estava escuro, e aqueles tiros davam a impress√£o que havia um canh√£o com a gente". 

No alto da igreja, Luis Rodrigues - artilheiro mais aguerrido – resolve acrescentar estrondos adicionais aos estampidos das 'ronqueiras' improvisadas pelo Subdelegado. Dessa forma, com o intuito de causar impacto ainda maior, come√ßa a atirar quase em paralelo √† lateral da nave do pr√©dio sagrado. Estrondos fant√°sticos, causados pelo eco do sal√£o quase vazio, d√£o ainda mais √Ęnimo aos outros defensores entrincheirados no teto da igreja. Decide-se que alguns deles, alternadamente, passar√£o a atirar tamb√©m para dentro da nave.

A estrat√©gia funciona. Os estrondos se multiplicam. De fato, para quem est√° do lado de fora, resta a impress√£o de que algum tipo de canh√£o est√° sendo utilizado. Os cangaceiros, atarantados, mant√©m posi√ß√£o de cautela e n√£o avan√ßam. O escuro da noite enevoada pela fuma√ßa dos disparos os impedem de enxergar, na verdade, o tipo de "arma" adicional que ora se usa na defesa do arruado. O engodo paulatinamente funciona. 

No calor da peleja, por√©m, passos apressados denunciam silhueta humana esgueirando-se pr√≥ximo √† igreja. A escurid√£o da noite n√£o permite distingui-la com precis√£o. Da torre principal um defensor atira. O civil Ant√īnio Correia √© atingido. Confundiram-no com um cangaceiro. Correia morre pouco tempo depois em raz√£o do profundo ferimento √† altura do pulm√£o. √Č a √ļnica baixa durante o combate. 

Os cangaceiros n√£o desistem e tornam a investir contra o territ√≥rio inimigo por uma ruela lateral √† igreja. Lampi√£o brada ordens aos seus homens. Todos, contudo, parecem hesitar em raz√£o dos estrondos que continuam a reverberar entre as casas da pequena Bel√©m. 

Do lado dos defensores, um voluntário prontifica-se para preparar novas ronqueiras, de forma ininterrupta, servindo-se como espécie de municiador.

Dominado pela ira, Lampião manda reacender o fogo que arde tênue na propriedade de João Gabriel. O vento rapidamente espalha as labaredas em espantosa velocidade. As chamas consomem vacas e bezerros cativos no cercado contíguo a casa. Urros de dor de animais engolidos pelas chamas desenham dantesco suplício. Poucos escapam ao bizarro holocausto.


A derradeira tentativa de conquista do povoado fracassa. Com pesar, os cangaceiros reconhecem que não conseguirão penetrar em Belém.

O desconhecimento dos pontos de defesa, o espocar das "ronqueiras", o ribombar de tiros reverberados pelo salão da igreja, a configuração física da vila, o cansaço da longa marcha até ali. Tudo parece sugerir uma retirada. Lampião não demora em perceber o malogro da empreitada:

- Vamos sair para economizar munição! Рgrita furioso.

Ainda se ouvem tiros por mais um quarto de hora. Aos poucos os cangaceiros se retiram do campo de luta. Disparos tornam-se esparsos. Ao compasso da retirada, a fuzilaria regride at√© reinar o mais absoluto sil√™ncio. Lampi√£o e seus homens deixam Bel√©m em definitivo. √Č ainda Joel Vieira quem destaca:

"Eles tentaram muito, mas não conseguiram entrar. Antes das sete horas da noite, já tinham ido embora. No dia seguinte, o festejo foi grande, pois todos pensavam que ia morrer muita gente, mas não. Apenas um rapaz morreu vítima de uma 'bala doida' e caiu ali perto da Igreja. Tirando o incêndio na propriedade de João Gabriel, o prejuízo aqui foi pouco. Com pouco recurso, a gente botou Lampião prá correr!".

E Lampi√£o, de fato, jamais voltou a Uira√ļna. Nos dias seguintes, um telegrama √© enviado para as principais cidades do sert√£o do Cear√°, Para√≠ba e Rio Grande do Norte. Anunciava-se a vit√≥ria de um povo contra o poderoso rei do canga√ßo. O Intendente local assinou o comunicado: 


"Fomos atacados dia 15 famigerado Lampi√£o. Resistimos cerrado fogo, bandoleiros recuaram. V√≠tima tiroteio Ant√īnio". (a) Jos√© Caboclo.

√Č a vit√≥ria inconteste de um sum√°rio grupo de cidad√£os contra quase quarenta cangaceiros. Uma vit√≥ria nascida da confian√ßa de homens do povo; sertanejos comuns. N√£o houve – como aconteceu em Mossor√≥ – um grande lapso de tempo para a prepara√ß√£o de uma defesa. N√£o houve reuni√Ķes; n√£o se teve tempo para comprar armas modernas. N√£o havia sequer uma torre na igrejinha da cidade. Existia, apenas, a vontade de preservar os pr√≥prios lares. 

Uira√ļna se defendeu heroicamente, a exemplo da resist√™ncia mostrada pela pequena Nazar√©, em Pernambuco, quatro anos antes. Uira√ļna impediu a entrada dos cangaceiros de Lampi√£o como faria a popula√ß√£o sergipana de Capela, liderada pelo destemido Mano Rocha, tr√™s anos mais tarde. 

A vit√≥ria do povo de Uira√ļna foi obtida sem recursos, sem alarde e sem explora√ß√£o midi√°tica posterior. Vit√≥ria conseguida sem um 'not√°vel planejamento pr√©vio' e sem col√≥quios barulhentos. Vit√≥ria de um pequeno grupo de homens pegos de surpresa pelo maioral do canga√ßo. Vit√≥ria, por√©m, recheada de atos do mais real e verdadeiro hero√≠smo. Vit√≥ria, enfim, da intelig√™ncia sobre a for√ßa.

Sérgio Dantas

S√©rgio Augusto S. Dantas √© autor dos livros "Lampi√£o no Rio Grande do Norte – A Hist√≥ria da Grande Jornada" (2005), "Ant√īnio Silvino – O Cangaceiro, o Homem, o Mito" (2006) e "Lampi√£o: Entre a Espada e a Lei" (2008).

NOTA:
(1) s.f. – Ronqueira: "Cano de ferro, preso a uma tora de madeira e cheio de p√≥lvora, o qual produz grande detona√ß√£o quando se lhe inflama a escorva". (Aur√©lio). As ronqueiras j√° haviam sido largamente usadas em revoltas populares, como na guerra de Canudos. N do A. 

FONTES UTILIZADAS:
A Uni√£o, edi√ß√Ķes de 17 e 18 de maio de 1927.
DANTAS, S√©rgio Augusto de Souza. LAMPI√ÉO NO RIO GRANDE DO NORTE – A HIST√ďRIA DA GRANDE JORNADA. Editora Cartgraf, Natal/RN. 2005. 452 pgs.
SOUZA, T√Ęnia Maria de. UIRA√öNA NO ROTEIRO DE LAMPI√ÉO, in Revista Pol√≠gono, 1997, 158 pgs.
Entrevistas concedidas ao autor por Maria do Socorro Fernandes (2003), Joel Vieira da Silva (2001), Josefa Augusta Fernandes (2000) e Sinforoza Claudina de Galiza (2000).link