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Natal dos meus tenros anos РPor Fausto Agnelo (pseud̫nimo do Prof. Jos̩ Arag̣o) Р1939

              Prof. José Aragão
José Aragão pag 5A ação impiedosa do tempo destrói todas as obras humanas de modo tão 
sutil que nós mesmos somos, sem o pressentirmos, os agentes e pacientes dessas informações.

Dir-se-ia que no campo espiritual existem sedimentos iguais às que se verificam no terreno material.

As gerações sucedem-se deixando camadas sobre camadas de ideias e sentimentos que se concretizam 

em atos e costumes e marcam a mentalidade de cada época do espírito humano.

Os povos de formação definida, já chegados à maioridade racial, evoluem lentamente, são, por índole, 

conservadores, de modo que, entre eles, os costumes e as tradições nacionais sobrevivem às gerações.

Nos países novos, etnicamente em gestação, pontos de convergência das migrações de outros povos,

 Ã© o próprio movimento da população que produz a renovação contínua, incessante e rápida dos 

costumes com a introdução de usos estranhos e a imitação dos figurinos estrangeiros.

É o que sucede com o Brasil, notadamente depois que os modernos inventos encurtaram as distâncias 

e nos fizeram vizinhos dos Estados Unidos e da Europa.

Só assim se explica a metamorfose da vida brasileira, hoje com aspectos e modalidades bem diferentes, 

quando não opostos aos de 20 ou 30 anos atrás.

* * * *

Vieram-me à mente essas lucubrações ao meditar sobre o Natal que conheci nos meus tenros anos, cheio de encanto e suavidade.

O Natal do lares enfeitados, onde se reuniam famílias e se formava ambiente de intensa alegria, vivendo os moços, os velhos 

e as crianças momentos de verdadeira felicidade, ao som do harmônio e da flauta, à mesa frugal, ou nos salões onde se achava 

o presépio armado e adrede preparado para receber a visita do pastoril elegante.

O Natal dos carros de bois rangendo saudosamente pelas estradas, conduzindo as famílias dos engenhos que vinham "à rua" 

para ouvir a Missa do Galo.

O Natal das barraquinhas aristocráticas, cercadas de cadeiras para as famílias, donde mocinhas feiticeiras trocavam olhares 

discretos com os moços janotas da cidade, que se desmanchavam em amabilidades e tudo faziam para enviar uma prenda à sua predileta.

O Natal em que se ouvia o canto pausado do Glória a Deus nas alturas, por ocasião da missa tradicional, a que o povo assistia 

com o máximo respeito e silêncio religioso.

Natal dos fandangos, das lapinhas vistosas, dos presépios animados.

* * * *

Hoje, o Natal está desfigurado.

Sente-se que desapareceram o misticismo, a poesia, a beleza mágica de outrora.

É um Natal frio, vário, sem o encanto de outras eras.

É que as aspirações, os sentimentos, as ideias de hoje são bem diferentes dos que formavam o ambiente de nossa infância.

Tudo passa sobre a Terra.



Prof. José Aragão
Sob o pseudônimo de Fausto Agnelo.
Texto publicado no Jornal O Vitoriense, 31 de dezembro de 1939.


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Uma heroina desaparecida


 Zuleika Angel Jones
Ficha Pessoal
Dados Pessoais
Nome:Zuleika Angel Jones
Cidade:
(onde nasceu)
Curvelo
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/6/1923
Atividade:Estilista
Dados da Militância
Morto ou Desaparecido:
Morto
14/4/1976
Rio de Janeiro RJ Brasil
Estrada da Gávea, à saída do túnel Dois Irmãos
Clandestinidade
Dados da repressão
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Hygino de Carvalho Hércules
Biografia
Documentos
Artigo de jornal
Castro, Tamar de. Seu filho esta sendo morto, agora. Folha de S. Paulo, São Paulo, 2 set. 1979. Divulgação de depoimento de Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel Jones, ao historiador Hélio Silva, em 10/02/76. Denuncia o assassinato de seu filho por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), com base em relatos de companheiros, principalmente de Alex Polari, que escreveu uma longa carta para Zuzu, descrevendo a prisão, as torturas e a morte de Stuart. Ela encaminhou o caso ao Congresso Americano, pois Stuart tinha dupla cidadania, brasileira e norte-americana, e ao secretário de Estado dos EUA, em ocasião de sua visita ao Brasil em 1976, o que gerou afastamentos de parte do comando da Aeronáutica. A morte de Zuzu (ou Zuleika Angel Jones) em acidente automobilístico em 13/04/76, é considerada suspeita por amigos e familiares, uma vez que ela tinha sofrido ameças por conta das investigações pela morte do filho. Também são suspeitos certos detalhes vistos no desastre que contradizem a realidade, como o fato de ela estar dirigindo à noite e em alta velocidade.

Artigo de jornal
Magalhães, Mário. Fotos de peritos reforçam versão de testemunha. Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 fev. 1998. Fotos feita pela perícia do acidente que vitimou Zuleika Angel em 14/04/76, confirmam testemunhas que viram o carro de Zuleika se chocar com outro veículo. Segundo o advogado Marcos Pires, que assistiu o suposto acidente junto com amigos em seu apartamento, o que mais impressionou, além do ocorrido, foi o aparato policial que se formou logo em seguida. Outras pessoas que testemunharam o acidente confirmaram a forte presença policial.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

fonte do artigo aqui


  

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1. Revista "Para Todos", edições de 1931,
2. Revista" Kosmos: revista artistica, scientifica e litteraria", edição de 1905, ambas disponíveis digitalmente no site da Biblioteca Nacional Digital do Brasil